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O ônus da vitória – por Gilson Piber

Se há o ônus da derrota para muitos candidatos e partidos, o ônus da vitória também existe para quem teve êxito nas urnas. Não apenas por assumir o governo e buscar soluções para os problemas do Brasil, mas pelo exercício de engenharia de  “arrumar e ajeitar” cargos para os ditos aliados políticos. E falo do governo federal. Espero, sinceramente, que a presidenta Dilma Rousseff use da sua forte personalidade para colocar as pessoas certas nos lugares certos.

Acredito na sensibilidade da mulher, bastante aguçada na ampla maioria delas, e, particularmente, na da presidenta Dilma. Uma mulher que venceu a ditadura, a tortura, o câncer e, sobretudo, o preconceito nesta eleição merece a minha admiração e o meu respeito. Dilma foi enfática ao afirmar que não pode errar como dirigente máxima do país. Porém, ela tem, sim, todo o direito de errar, corrigir e acertar. Ela é humana, como todos nós, e suscetível a falhas e equívocos.

A presidenta Dilma já deu o recado aos vorazes buscadores de boca no futuro governo: “Fui eleita com uma coligação de dez partidos e com apoio de lideranças de vários outros partidos. Vou com eles construir um governo onde a capacidade profissional, a liderança e a disposição de servir ao país será o critério fundamental. Vou valorizar os quadros profissionais da administração pública, independente de filiação partidária”. Que, assim, seja.

Do primeiro pronunciamento, destaco, ainda, as seguintes afirmações da presidente eleita: “Valorizar a democracia em toda sua dimensão, desde o direito de opinião e expressão até os direitos essenciais da alimentação, do emprego e da renda, da moradia digna e da paz social. Zelarei pela mais ampla e irrestrita liberdade de imprensa. Zelarei pela mais ampla liberdade religiosa e de culto. Zelarei pela observação criteriosa e permanente dos direitos humanos tão claramente consagrados em nossa constituição. Zelarei, enfim, pela nossa Constituição, dever maior da presidência da República”. Só quem passou por tudo que passou, como Dilma, sabe e conhece o valor efetivo da palavra liberdade na sua essência.

Que a partir da posse, como a própria Dilma disse, ela seja a “presidenta de todos os brasileiros e brasileiras, respeitando as diferenças de opinião, de crença e de orientação política”.

De volta aos pagos, considero que o Rio Grande do Sul e a nossa Santa Maria por extensão estarão linkados com o futuro governo federal.  A gestão do governador Tarso Genro vai acompanhar a de Dilma durante todo o mandato, ou seja, de 2011 a 2014. Já o prefeito Cezar Schirmer tem mais dois anos de administração e, agora, vai poder sair da infeliz “imparcialidade ativa” que derrubou Fogaça e o PMDB gaúcho no primeiro turno. Ainda há tempo.

Gilson Piber – gilsonpiber@yahoo.com.br

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