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18 anos: a hora em que “cai a ficha” dos jovens – por Carlos Costabeber

Na semana passada fui a Porto Alegre para fazer uma palestra para os 180 alunos do CPOR (Centro de Preparação de Oficiais da Reserva), sobre o “Mercado de Trabalho” – a convite do seu Comandante, o amigo Coronel Waldir.

Apenas para ilustrar, existem os NPORs (Núcleos) que funcionam junto a unidades do Exército – como é o caso de Santa Maria, onde um funciona no Regimento Mallet (Artilharia) e outro no Parque de Moto (Material Bélico).

Já os CPORs funcionam nas grandes capitais, e formam oficiais também em Infantaria, Comunicações, Engenharia,  Intendência e Cavalaria.

Pois bem, essa foi uma oportunidade única de poder conhecer e dialogar com jovens de uma grande cidade.

E acredito que a minha experiência como pai, professor e empreendedor tenha sido de muita valia para eles. E a prova é que já recebi diversos emails, com pedidos de orientação para a vida profissional.

E mais uma vez pude comprovar que os nossos jovens só começam a se dar conta da realidade da vida  ao chegar aos 18 anos. Esse é o grande divisor de águas!

Até então, a gurizada leva a vida “numa boa”, tendo o único compromisso de estudar – e nem sempre, de passar de ano.

Logo posso confirmar algumas teses que defendo há um bom tempo:

1) Mesmo tendo a opção por mais de 100 cursos de nível superior, 75% dos alunos do CPOR estão matriculados em apenas quatro: Engenharia(s), Direito, Administração e Educação Física.

O que isso significa?

2) Eles estão cientes de que hoje o Brasil vive um “apagão de mão-de-obra”, onde técnicos de nível médio estão percebendo melhores salários do que a maioria dos recém-formados pelas universidades.

3) Com isso, ficam se questionando sobre a real importância do diploma, e sobre o excesso de profissionais formados em áreas como Direito e Administração.

4) O que é MAIS PREOCUPANTE:  nessa fase da vida, esses jovens precisam de uma atenção individualizada – uma prática pouco comum no ensino brasileiro. Com isso, os professores são obrigados a “nivelar pela média” deixando muito espaço para angústias, dúvidas e insegurança quanto ao futuro de cada um desses jovens.

5) Ainda é muito baixo o percentual de alunos que são fluentes em inglês – uma lacuna que irá cobrar muito caro, em breve.
Conclusão dessa curta mais importante experiência: OS JOVENS BRASILEIROS, EM SUA MAIORIA, SE SENTEM SOLITÁRIOS NESSA FASE DA VIDA.

Por isso, os responsáveis pelo ensino em cada Instituição, DEVERIAM PROPORCIONAR UM ACOMPANHAMENTO INDIVIDUALIZADO, oferecendo apoio psicológico e orientação prática sobre o mercado de trabalho.

O ensino no Brasil precisa se reinventar, para que os nossos alunos possam acompanhar a rapidíssima evolução por que  passa a Humanidade.

Motivado por essa necessidade, jamais recuso convites para fazer palestras em universidades e escolas de 2° grau.

Pensem nisso, pois existe muiiiiiiiiiiiiiiiito trabalho pela frente.

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