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CÂMARA. Mesa Diretora quer pagar R$ 32,2 mil por ano para filiar a Casa a associação de vereadores

Cursos técnicos e congressos são uma justificativa para a filiação à entidade

Em 2001, quando era presidente do Legislativo, Sergio Cechin também filiou o Parlamento à UVERGS (Foto Camila Porto/Câmara)

Por Maiquel Rosauro

A Mesa Diretora da Câmara Municipal de Santa Maria publicou, nesta quinta-feira (9), o Projeto de Resolução Legislativa nº 6/2026, que autoriza a filiação do Parlamento à União dos Vereadores do Rio Grande do Sul (UVERGS). De acordo com o documento, serão pagos mensalmente à entidade R$ 2.683,56 – o que corresponde a R$ 32,2 mil por ano.

“A UVERGS congrega milhares de mandatos de parlamentares gaúchos, organizando cursos técnicos, congressos e demais ações de capacitação dos Agentes Políticos Municipais, bem como, oportuniza a melhora contínua das ações legislativas”, diz a justificativa do projeto.

Ainda na justificativa, a Mesa Diretora aponta que “além da qualificação, (a UVERGS) também conta com orientações práticas aplicáveis às Câmaras, trocas de experiências, certificação e valorização profissional”.

O assunto já havia sido noticiado aqui no Site no início de março, na seção Bastidores, quando foi apontado o descontentamento de membros da Mesa Diretora com a filiação à entidade.

Esta não será a primeira filiação da Câmara Municipal de Santa Maria à UVERGS. O primeiro ingresso na entidade teria ocorrido em janeiro de 2001, a partir da Resolução Legislativa nº 9/2001, que determinava o pagamento de uma mensalidade de R$ 414. À época, o presidente do Parlamento também era Sergio Cechin (PP) – atual ocupante do cargo.

A proposta, agora, irá tramitar pelas comissões da Casa antes de ir para votação no Plenário. Apenas depois disso, o texto será publicado e a Mesa Diretora poderá filiar a Câmara à UVERGS.

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2 Comentários

  1. Dinheiro publico é capim. Não fazem nada. Não resolvem nada. Elefante Branco parado. Casa de Cultura, Centro de Eventos idem. Buracos nas ruas. Rombo na previdencia dos servidores. Os ‘cursos técnicos, congressos e demais ações de capacitação’ irão virar turismo politico e diarias. A democracia é muito cara!

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