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CIDADANIA. A “Justiça que tarda, falha”. É a ministra do STF, Cármen Lúcia, sobre morosidade do Judiciário

Cármen Lúcia: “esta Justiça talvez servisse ao século 18”. Pois é. Mas e o que é possível fazer?
Cármen Lúcia: “esta Justiça talvez servisse ao século 18”. Pois é. Mas e o que é possível fazer?

As palavras são da ministra do Supremo Tribunal Federal, Cármen Lúcia, em pronunciamento no final de evento ocorrido no Rio de Janeiro: “morosidade só existe porque tem gente ganhando com ela. A Justiça que tarda, falha. Quando se mata uma mulher dentro de casa e um filho de 7 anos vê este assassinato, um júri que acontece 12 anos depois não faz justiça.Cumpre-se a lei, mas não se faz justiça”.

A ministra, afinal de contas, falou o que virou o tal de senso comum: demora-se muito para praticar Justiça (o que não significa, nunca é demais lembrar “justiçar”) no Brasil. Mas, e o que fazer para resolver isso? Ela até que avança um pouco nessa questão, como podemos conferir no material produzido e distribuído pela Agência Brasil. A reportagem é de Flávia Villela. A foto é de Arquivo. A seguir:

Ministra do STF diz que juízes devem sair da zona de conforto e ir até cidadãos

A ministra do Supremo Tribunal Federal Cármen Lúcia defendeu a transformação do Judiciário, que segundo ela, precisa se reinventar para atender de forma adequada à população brasileira. Em discurso hoje (13), durante o encerramento da Campanha Justiça pela Paz em Casa, no Rio de Janeiro, ela defendeu mais criatividade e mudança de postura por parte dos juízes para diminuir o déficit que a Justiça tem com o cidadão.
“Precisamos transformar o Poder Judiciário, que está muito aquém do que o cidadão brasileiro nos exige. Porque o mundo se transformou, o Brasil se transformou. Cabe a nós sairmos da zona de conforto e da mesmice e também nos transformarmos. E uma das providências é a que foi adotada em grande parte do Brasil com a Justiça Itinerante, irmos onde o cidadão está”, disse a ministra, ao ressaltar que muitas mulheres não denunciam a violência porque não têm nem condições financeiras de pagar o transporte para ir até uma delegacia de polícia ou órgão de apoio.
A magistrada destacou mais de uma vez que a solução dos problemas do Poder Judiciário não está em uma reforma, mas na mudança de postura por parte dos juízes. A campanha desta semana, segundo ela, é um exemplo dessa mudança, em que mutirões de juízes deram celeridade ao andamento de processos de violência contra mulher. “Demos um recado à sociedade de que não somos autistas que não sabemos o que se passa. Sabemos sim, até porque a violência está na porta de todos nós”…”

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