Por que o patriotismo? – por Giuseppe Riesgo
“O 7 de setembro é uma oportunidade para refletirmos sobre a patria”

No dia 7 de setembro, dia da independência do Brasil, muitos podem se perguntar se deveríamos realmente cultivar algo assim como um “amor à pátria”, um certo sentimento de lealdade direcionado tão somente à nossa origem, ao nosso solo, e que não conseguimos manter, ao menos não da mesma forma, por nenhum outro lugar. É bem possível que o sentimento patriótico seja visto, sobretudo pelos mais jovens, como algo anacrônico, fora de moda e de pouco valor. Mas será que essa é uma boa forma de ver as coisas?
Primeiro: ser patriota não é o mesmo que ser nacionalista. O nacionalismo normalmente envolve não só uma devoção exagerada ao lugar ao qual pertencemos, mas uma rejeição ao que é estrangeiro. O patriotismo, por outro lado, é simplesmente um sentimento de pertencimento, de laço e, portanto, de responsabilidade com a terra que poderíamos chamar de “nossa casa”. Segundo: esse laço patriótico é, em certa medida, natural. E é precisamente por ser natural, próprio da nossa relação com os outros, que deve ser cultivado.
Os mais maduros certamente sabem que não é possível, sendo humano e imperfeito, amar toda a humanidade. É normal sentir mais compaixão pela tragédia que está ao nosso lado do que pela tragédia que acontece no outro lado do mundo. Quando se diz a um adolescente para primeiro cuidar da sua cama e ajudar nas tarefas domésticas para, somente depois, preocupar-se com as desgraças da humanidade, o que se quer dizer é o seguinte: “primeiro envolva-se e se responsabilize verdadeiramente por algo, depois tente mudar o mundo”. E essa é uma lição sábia.
O patriotismo só não faz sentido se aderimos a ideologias universais, como é o caso do comunismo. A utopia da igualdade envolve, no fundo, desumanização e desenraizamento. Ou seja: aquele que acredita nessa utopia se apaixona por uma ideia, é leal a uma teoria, vincula-se a um futuro perfeito que nunca vem, e se desenlaça do presente e daqueles que estão ao seu redor. Aquele que acredita nessa utopia não tem motivos para ter raízes. E quem não tem raízes não tem responsabilidade.
O 7 de setembro é uma oportunidade para refletirmos sobre a pátria. Não se trata de pensarmos sobre o que a pátria nos deve, sobre que direitos temos e o que podemos dela exigir. Trata-se, acima de tudo, de refletir sobre o que podemos fazer por ela. O patriotismo é uma lealdade que oferece a cada um de nós uma carga, mas também a honra de, recebendo a herança do passado e com o que podemos fazer no presente, modificar o futuro. É uma cultura viva de liberdade, não de sujeição.
(*) Giuseppe Riesgo é deputado estadual e cumpre seu primeiro mandato pelo partido Novo. Ele escreve no Site todas as quintas-feiras.





Semantica. Nacionalismo tem a ver com identidade, logo exclui o diferente. Nada bom ou mau. Patria tem a ver com o Estado. Ambos tem a ver com a ideia de ‘causa comum’. Problema é quando um grupo tenta impor sua visão de ‘bem comum’. Comunismo vem de Marx, logo vem de Hegel, logo protestantismo alemão e a tentativa de atingir na Terra através da razão o ‘céu’ que a religião promete no pós vida. Comunismo/socialismo deram errado na União Soviética e na Alemanha Oriental. Alás, não deu certo em lugar nenhum Não seria no Brasil que isto iria acontecer. Resumo da ópera: pais não tem diagnostico decente (criticas são consideradas ‘ataques’), não tem lideranças capazes de produzir um projeto nacional minimo de consenso (tudo vem de cima para baixo, no maximo ‘maquiam’ as coisas como faz a esquerda com seus soviets) ou convencer a maioria de que são serias Abuso no marketing dá nisto.