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O ano começa no verão: por que janeiro exige mais atenção à segurança do trabalho – por Rosito Zepenfeld Borges

O mês de janeiro marca o início do ano produtivo em muitas organizações, mas também traz consigo um conjunto de fatores sazonais que impactam diretamente a segurança do trabalho. Altas temperaturas, aumento do volume de chuvas, retorno de férias e a realização de manutenções programadas formam um cenário que exige atenção redobrada. Ignorar esses elementos pode elevar significativamente a exposição dos trabalhadores a riscos ocupacionais, comprometendo a integridade física, a saúde e a continuidade das operações.

Durante o verão, o calor excessivo se destaca como um dos principais agentes de risco. A exposição prolongada a altas temperaturas pode provocar desidratação, fadiga, queda de pressão e redução da capacidade de concentração, fatores que aumentam a probabilidade de acidentes. Atividades a céu aberto ou em ambientes pouco ventilados tornam-se especialmente críticas, exigindo medidas preventivas como pausas regulares, oferta de água, adequação de EPIs e reorganização das jornadas de trabalho.

Outro aspecto típico de janeiro são as chuvas intensas e os temporais, que ampliam riscos como escorregamentos, quedas, alagamentos e choques elétricos. Ambientes externos, áreas de circulação e instalações elétricas ficam mais vulneráveis, principalmente quando não há manutenção adequada ou procedimentos específicos para dias de chuva. Nesse contexto, a avaliação contínua dos riscos e a adoção de planos de contingência tornam-se fundamentais para evitar acidentes graves.

O comportamento humano também sofre influência da sazonalidade. O retorno de férias pode resultar em desatenção, perda do ritmo operacional e falhas no cumprimento de procedimentos de segurança. Além disso, é comum que janeiro concentre férias coletivas, substituições temporárias e contratação de terceiros, aumentando a necessidade de integração, treinamentos rápidos e reforço das orientações de segurança antes do início das atividades.

Diante desse cenário, janeiro deve ser encarado como um mês estratégico para o fortalecimento da cultura de prevenção. A antecipação dos riscos típicos do período, aliada a ações planejadas pelo SESMT e pela CIPA, contribui para reduzir acidentes e afastamentos, além de promover um ambiente de trabalho mais seguro e saudável. Compreender a sazonalidade não é apenas uma questão climática, mas uma ferramenta essencial de gestão de riscos e proteção à vida.

(*) Rosito Zepenfeld Borges é Engenheiro de Segurança do Trabalho. Ele escreve no site às segundas-feiras.

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