CONTINÊNCIA. Militares são mais de um terço dos anunciados no Ministério do Governo Jair Bolsonaro

CONTINÊNCIA. Militares são mais de um terço dos anunciados no Ministério do Governo Jair Bolsonaro

CONTINÊNCIA. Militares são mais de um terço dos anunciados no Ministério do Governo Jair Bolsonaro - poder360-bolsonaro

O presidente eleito, Jair Bolsonaro, é capitão reformado e prestar continência parece começar a se transformar numa marca registrada

Do portal especializado PODER360, com texto de NAOMI MATSUI, com foto de Reprodução

O presidente eleito, Jair Bolsonaro, tem cumprido a promessa de campanha de nomear militares para altos escalões de seu futuro governo. Até agora, 7 dos 20 ministros anunciados ocupam ou já ocuparam algum posto nas Forças Armadas. Isso corresponde a 35% do que já é conhecido de sua Esplanada.

Até esta 2ª feira (3.dez.2018), o presidente eleito havia indicado para pastas 5 nomes do Exército, 1 da Aeronáutica e 1 da Marinha. Bolsonaro chegou ao posto de capitão do Exército e tem maior familiaridade com a Força.

São ao todo 3 generais: 2 de Exército e 1 de divisão do Exército. Todos na reserva. Os generais de Exército têm 4 estrelas, portanto, uma patente superior ao general de divisão, com 3 estrelas. Há ainda 1 capitão na reserva, posto considerado intermediário. São os nomes do Exército:

– General de Exército Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional);

– General de Exército Fernando Azevedo e Silva (Defesa);

– General de divisão Carlos Alberto dos Santos Cruz (Secretaria de Governo);

– Capitão Tarcísio Gomes de Freitas (Infraestrutura);

– Capitão Wagner Rosário (Controladoria Geral da União).

Em maio, durante a disputa eleitoral, Bolsonaro afirmava que teria “pelo menos, 5 generais em ministérios”. A frase foi repetida ao longo da campanha.

Da Marinha, foi indicado o Almirante de Esquadra Bento Costa Lima Leite, de 4 estrelas. Ele chefiará Minas e Energia.

Já da Aeronáutica, o nomeado foi o tenente-coronel Marcos Pontes para Ciência e Tecnologia. Pontes foi o 1º brasileiro a ir ao espaço. Entrou para a reserva aos 43 anos.

O número é maior do que de governos anteriores. Michel Temer (MDB), por exemplo, começou com apenas 1 militar, Sérgio Etchegoyen (GSI). Depois, ganhou mais 2: Wágner Rosário (CGU) e o general de Exército na reserva Joaquim Silva e Luna (Defesa).

VICE, 2º ESCALÃO E TRANSIÇÃO

O vice-presidente eleito na chapa de Bolsonaro também é 1 militar. General Hamilton Mourão é general do Exército na reserva. Formou-se pela Academia Militar dos Agulhas Negras em 1975, dois anos antes de Bolsonaro. Mourão ocupará a Presidência sempre que Bolsonaro deixar o país ou se afastar temporariamente do cargo.

O general deve ficar à frente do governo já em janeiro, quando Bolsonaro deverá ser submetido a uma cirurgia para remoção da bolsa de colostomia. Mourão já chamou a atenção por frases que causaram repercussão, como críticas ao 13º salário.

Bolsonaro ainda tem nomeado militares para cargos da equipe de transição. Dos 41 integrantes remunerados ou voluntários do time, 8 fazem ou fizeram parte da carreira militar.

Alguns postos do 2º escalão também podem ser preenchidos por militares: são cotados os generais Marco Aurélio Costa Vieira (Secretaria do Esporte), Maynard Santa Rosa (comando do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI)) e Floriano Peixoto Vieira Neto (comunicação oficial do governo).

O presidente eleito deve finalizar nesta semana a indicação dos nomes que faltam para compor sua Esplanada. Bolsonaro afirmou que faltam ainda titulares para duas pastas. Uma delas é Meio Ambiente.

Direitos Humanos, Trabalho e Mulheres podem formar mais 1 ou 2 ministérios. Durante a campanha, Bolsonaro havia dito que queria o 1º escalão com 15 pastas. Depois, falou em 17. Serão pelo menos 22…”

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1 comentário

  1. O Brando

    Sim e não. Bolsonaro, salvo engano, tem mais tempo de parlamento do que de caserna.
    Tarcísio de Freitas é engenheiro militar, cursou IME, mas abandonou a farda há tempos, é funcionário concursado da CGU.
    Wagner Rosário também é auditor da CGU. Motivo do povo largar a farda é simples, sujeito é capitão e começa a ganhar como general.
    General da comunicação está lá para fazer um pente fino, deve achar cobras e lagartos.
    Minas e Energia era feudo do MDB (ministério do trabalho é feudo do PTB, vamos ver como fica), , mais precisamente da família Sarney que dizem estar bastante contente. Há quem diga que o indicado conta com simpatia do MDB do Senado, mas a fonte não é confiável. Havia gente que não logrou reeleição pleiteando o cargo também.
    Há boatos que Etchegoyen poderia ganhar uma embaixada.
    Na secretaria de governo colocou um general mais sério do que um capincho para negociar com municípios e estados.
    Tenta-se romper com praticas antigas, se vai dar certo é outra coisa.

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