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CIDADANIA. No Dia da Consciência Negra, na cidade acontece a ‘Marcha contra o Genocídio do Povo Preto’

Em Brasília já ocorreu evento semelhante, destinado a marcar a Consciência Negra e a necessidade de mudar uma situação de exclusão

Por AMANDA XAVIER (com foto de Reprodução/EBC), da Assessoria de Imprensa da Sedufsm

20 de novembro é marcado pelo dia da Consciência Negra. A data homenageia Zumbi dos Palmares, pernambucano nascido livre e escravizado aos seis anos de idade. Zumbi foi líder do Quilombo dos Palmares, o maior existente no território brasileiro, e lutou ao lado de seu povo até a morte, ocorrida em 20 de novembro de 1695. É com a intenção de manter viva na memória a resistência dos povos afro-brasileiros, a exemplo de Zumbi, que a Marcha contra o genocídio do povo preto é realizada em Santa Maria. Com o Comitê pela Liberdade de Rafael Braga e o Coletivo de Mulheres Negras – Dandaras à frente, a Marcha será realizada no próximo dia 20, quarta-feira, com concentração na praça Saldanha Marinho, às 16h.

Encabeçada pelo Movimento Negro da cidade, a Marcha surge como uma denúncia do encarceramento em massa, da guerra às drogas que atinge em maioria a juventude negra e periférica e às formas de discriminação social e racial existentes no país. “O genocídio do nosso povo não é uma política Governo, é uma política de Estado que se intensifica nos dias de hoje com o aprofundamento do estado policial, repressivo e punitivista. Estado que coloca o povo negro na miséria, priva de direitos, nega acesso a trabalho, saúde, educação e uma vida digna. Um sistema cruel que faz do extermínio de negros e negras modus operandi para as suas tropas”, ressalta em nota, o Coletivo Dandaras.

Além de representar os anseios da população negra, a Marcha se mostra como um ato de resistência, de indignação e de pedido por justiça.  Ainda hoje, a pauta pela liberdade do catador Rafael Braga é tida como central. Desde 2013, ano em que foi preso, seu nome se tornou um símbolo de resistência frente ao racismo estrutural. O caso Rennan da Penha, preso em abril deste ano por associação ao tráfico de drogas, também entra na agenda. Os assassinatos de Marielle Franco, vereadora do Rio de Janeiro, e de Anderson, seu motorista, até hoje sem respostas, também serão relembrados na Marcha.

Outras atividades

Além da Marcha, uma JAI (Jornada Integrada) Negra vai acontecer no mesmo dia, com exposição de trabalhos de estudantes negros e negras, às 14h na praça Saldanha Marinho. Junto à concentração para o ato, às 16h, performances e apresentações irão ocorrer. A previsão é de que a Marcha saia da Praça às 18h.

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