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A urgência da Reforma da Previdência em Santa Maria – por Giuseppe Riesgo

Sem equilíbrio financeiro, sistema colapsa, e quem perde é a população inteira

A realidade da Previdência municipal de Santa Maria precisa ser enfrentada com seriedade e coragem. O Instituto de Previdência (Ipassp) projeta um déficit de R$ 4,5 bilhões em 2025. Esse número não é apenas uma estatística: significa menos recursos para a saúde, para a educação e para os serviços que chegam na ponta ao cidadão.

O vereador Luiz Roberto Meneghetti, colega de partido, explicou de maneira didática em suas redes sociais como funciona esse desequilíbrio: quem contribui, quanto o município precisa aportar e o impacto que isso gera no orçamento da cidade. A mensagem é clara não existe saída sem uma reforma previdenciária.

Essa reforma não é contra os servidores, muito pelo contrário. Ela é fundamental para garantir que todos, os de hoje e os de amanhã, possam ter suas aposentadorias asseguradas. Sem equilíbrio financeiro, o sistema colapsa, e quem perde é a população inteira.

É por isso que precisamos de responsabilidade. Defender a reforma da Previdência é defender a sustentabilidade do município, a segurança dos servidores e o futuro das próximas gerações. Não é uma pauta fácil, mas é a única possível se quisermos uma Santa Maria que continue crescendo com justiça e responsabilidade.

(*) Giuseppe Riesgo é secretário de Parcerias da Prefeitura de Porto Alegre e ex-deputado estadual pelo partido Novo. Ele escreve no site às quintas-feiras.

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7 Comentários

  1. A população de Santa Maria precisa saber a verdade. Não se deixe manipular por canalhas que trabalham para os empresários e não para o povo. A precariedade dos serviços públicos e, agora, esta campanha culpabilizando o servidor pela falta de investimentos em direitos fundamentais, como saúde e educação, visa unicamente a privatização desses serviços. O estado privatizou energia e água com essa falácia da melhoria dos serviços para a população. Diga não ao desmonte do serviços públicos! Junte-se aos servidores nas mobilizações. Quando o servidor público defende seus direitos, está defendendo os direitos da população que usa esses serviços. Não é o prefeito e nem os empresários e nem seus filhos e familiares que que consultam em postos e hospitais públicos e estudam em escolas públicas.

    1. Sem a reforma , cada vez mais será tirado dinheiro do orçamento para pagar aposentadoria de quem ganha bom salário. Em poucos anos toda arrecadação será para pagar folha de pagamento. Sáude, educação, estrutura, ficarão abandonados. Antes de falar besteira estude a lei orçamentária, LDO, calculo atuarial, etc

  2. Resumo da opera. Uma auditoria ou apuração seria necessaria. Para determinar quem deixou de fazer repasses. Dar nome aos bois.

  3. Andaram noticiando que o Brasil tera o maior aumento de carga tributaria até 2050, algo como 10 pontos percentuais (atualmente esta em 34% do PIB). Obviamente o retorno deste dinheiro todo será igual ao atual, parco. Não se sabe se a economia suporta isto. No minimo estão olhando só as ‘necessidades’.

  4. ‘Sem equilíbrio financeiro, o sistema colapsa, e quem perde é a população inteira.’ No limite o Tesouro municipal arcaria com o pagamento de quem já esta aposentado. Mas se o instituto for extinto quem estiver na ativa, salvo melhor juizo, vai parar no Regime Geral.

  5. Qual o problema do repasse não ser feito ao fundo na data adequada? Porque não é um bau e nem a caixa-forte do Tio Patinhas. Dinheiro tem que ser aplicado e render juros para ajudar a pagar a conta.

  6. Realidade da previdencia de SM tem que ser enfrentada com vergonha na cara. Metade deste rombo, pelo que se pode apurar, é o não repasse do governo de plantão das contrapartidas para o fundo previdenciario. No minimo acharam que ‘este dinheiro não é necessario agora’ e ‘depois a gente vê’. E gastaram em outras coisas que rendem mais votos.

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