O ambiental que gera valor – por Ana Luiza Arigony
“Ainda há quem enxergue o meio ambiente como bandeira de militância. Mas...”

Ainda há quem enxergue o meio ambiente como bandeira de militância.
Mas, para quem empreende, essa visão ficou no passado. Hoje, o ambiental está no mesmo mapa do planejamento, da produtividade e da gestão de riscos.
Durante muito tempo, o tema foi sinônimo de entrave: papelada, licenças demoradas, autuações inesperadas. E, de fato, ainda há muitos desafios pela frente – processos lentos, normas que se sobrepõem e uma cultura que nem sempre enxerga o ambiental como aliado.
Mas é justamente por isso que precisamos evoluir. A experiência mostra que quem inclui o ambiental na estratégia cresce com mais segurança, previsibilidade e valor.
A proposta desta coluna é clara: traduzir o Direito Ambiental para a vida real de quem produz, gera empregos e precisa estar em dia com a lei – e com o futuro.
No campo, o produtor rural já percebeu – a duras penas – que não existe produtividade sustentável sem regularidade ambiental.
Uso da água, supressão de vegetação, CAR, Reserva Legal e Área de Preservação Permanente deixaram de ser jargões técnicos e passaram a fazer parte da rotina de quem quer manter a fazenda valorizada e livre de sanções.
Planejar o ambiental junto com as decisões de produção é o que evita multas, embargos e perdas de safra – e ainda fortalece a reputação de quem trabalha certo.
Nas cidades, a lógica é a mesma. Construtoras, transportadoras, postos de combustível, pequenas empresas e grandes indústrias já entenderam que é possível – e necessário – transformar o limão em limonada.
Cada exigência ambiental pode ser encarada como obstáculo ou como oportunidade de se diferenciar, reduzir riscos e ganhar credibilidade.
Empresas em conformidade acessam crédito com mais facilidade e reforçam a confiança do mercado.
O empresário contemporâneo precisa compreender que o ambiental não é custo, mas investimento em segurança jurídica e reputação – e que ignorar essa realidade pode significar, em muitos casos, a própria inviabilidade da atividade empresarial.
Ainda há muito a avançar: governos, empresas e sociedade precisam consolidar a visão de que a pauta ambiental não é um fardo regulatório, mas uma oportunidade de desenvolvimento sustentável e duradouro.
Nas próximas semanas, ocuparei este espaço para mostrar como o Direito Ambiental atravessa todos os setores: do campo à cidade, da propriedade rural ao parque industrial.
Falaremos sobre crimes ambientais, licenciamento, passivos ambientais, ESG e, sobretudo, sobre como o cuidado ambiental pode proteger o patrimônio e impulsionar o crescimento de quem empreende.
Porque o ambiental não é o freio do desenvolvimento – é o cinto de segurança de quem quer crescer com responsabilidade.
(*) Ana Luiza Arigony é advogada ambiental e mestranda em Engenharia de Produção pela UFSM. Ela escreve no site às terças-feiras. Este é seu artigo de estreia.





‘[…] é o cinto de segurança de quem quer crescer com responsabilidade.’ O que tem a ver cinto de segurança com crescimento?
‘[…] mas uma oportunidade de desenvolvimento sustentável e duradouro.’ Chavão.
‘[…] como oportunidade de se diferenciar […]’. Chavão.
‘[…] não é custo, mas investimento […]’. Chavão. Segurança juridica é do sistema legal. Reputação é só para um punhado de pessoas. É só ir no Calçadão e perguntar quais as empresas envolvidas no desastre de Brumadinho. Maioria não vai lembrar. E se lembrassem não faria a menor diferença.
‘Nas cidades, a lógica é a mesma.’ É por isto que temos coleta seletiva em toda esquina. E as sangas e outros cursos d’agua não tem lixo, entulho e estão despoluidas. E não existe descarte irregular de ‘residuos solidos’.
‘[…] é o que evita multas, embargos e perdas de safra […]’. Para que for sorteado pela fiscalização.
‘No campo, o produtor rural já percebeu – a duras penas – que não existe produtividade sustentável sem regularidade ambiental.’ Se sobrevoar a zona rural na epoca certa de helicoptero aposto que se encontra embalagens de defensivos descartadas de forma irregular. Existe o texto e existe o mundo real.
‘A proposta desta coluna é clara: traduzir o Direito Ambiental para a vida real de quem produz, gera empregos e precisa estar em dia com a lei – e com o futuro.’ Militancia juridica. Como de muitos na aldeia. Direito Ambiental é uma das disciplinas que informam o tema. Esta longe de ser a mais importante. Quimica, biologia, economia, etc. vem na frente. Vide busca da prospecção de petroleo na foz do Amazonas.
‘ A experiência mostra que quem inclui o ambiental na estratégia cresce com mais segurança, previsibilidade e valor.’ Experiencia de quem? Afirmação genérica na base do ‘la garatia soy yo’.
‘Durante muito tempo, o tema foi sinônimo de entrave: papelada, licenças demoradas, autuações inesperadas.’ Não mudou nada, continua assim.
‘Hoje, o ambiental está no mesmo mapa do planejamento, da produtividade e da gestão de riscos.’ E do marketing.
‘Ainda há quem enxergue o meio ambiente como bandeira de militância.’ Porque é. Vide Greta Thunberg. Começou no clima e ambiente. Agora abraçou a causa palestina, direito dos Manos e dos Bala na Cara e ‘justiça global’.