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47 anos – por José Renato Ferraz da Silveira

“A ansiedade é fundamental. Não podemos simplesmente descartá-la”

Não importa se a estação do ano muda… Se o século vira, se o milênio é outro. Se a idade aumenta… Conserva a vontade de viver, não se chega a parte alguma sem ela.” (Fernando Pessoa)

O ano de 2025 está incrível! Muitos sonhos pessoais e profissionais realizados.

Posso dizer – seguramente – que passei por muitas libertações e desprendimentos para seguir meus planos pessoais e profissionais.

Busquei corrigir – na medida do possível – a ansiedade.

A ansiedade é normal. Todo mundo tem. Mas, em algumas pessoas, a coisa inflama. De fato, a ansiedade é uma resposta “natural” do organismo de qualquer pessoa a situações ameaçadoras. Por exemplo, diante do perigo, quando precisamos fugir ou enfrentar e lutar, existe uma programação automática em nossa biologia que nos prepara para a batalha. O coração acelera. A respiração aumenta. As pupilas dilatam. A musculatura fica tensa e recebe mais sangue. E esse sangue foi desviado de lugares como a pele e os órgãos digestivos (por isso a palidez e o frio na barriga nessas horas). Se sobrevivemos e nos livramos da situação de perigo, finda a ameaça, essas reações descritas passam e tudo estabiliza.

Estudos sérios e a psicologia evolutiva confirmam que a ansiedade tem uma função adaptativa crucial na proteção contra perigos. Ela é um mecanismo de defesa inato, essencial para a sobrevivência humana. A ansiedade funciona como um sistema de alarme do organismo, que nos prepara para responder a ameaças reais ou percebidas. Quando uma pessoa se depara com uma situação perigosa ou desafiadora (como um predador no passado, ou um prazo de entrega hoje), a ansiedade desencadeia a resposta de “luta ou fuga” (do inglês, fight-or-flight). Provavelmente os animais que não tinham respostas similares não sobreviveram para deixar descendentes. Não há dúvida que somos todos filhos de ansiosos, herdeiros de genes que nos predispõem a não ficar tranquilos diante do perigo.

Nesse sentido, a ansiedade é fundamental. Não podemos simplesmente descartá-la. Não dá!  O que precisamos, portanto, é mantê-la sob controle. Antes que seja tarde. A chave, afinal, não está em acabar com ela, mas em não deixar que nos domine.

Mas, gostaria de apontar três coisas bem práticas – os especialistas aconselham – para conviver melhor com esse sentimento aflitivo: exercício físico, sono adequado e meditação.

Embora eu não esteja praticando regularmente atividades físicas, eu caminho bastante. O exercício leva nosso corpo a produzir a chamada endorfina. Essa substância que faz a comunicação entre os neurônios e traz uma sensação de relaxamento e bem-estar. Como a endorfina não dura para sempre, daí a necessidade da regularidade dos exercícios.

O segundo ponto é a chamada higiene do sono. Grande parte das pessoas dormem menos do que gostaria por culpa delas mesmas. Seja a constância nas redes sociais. Seja assistindo televisão. Procrastinar na hora de dormir é um comportamento muito comum. E isso gera cansaço no dia seguinte. Reduz a performance mental – os pensamentos ficam mais lentos e a cabeça menos ativa – e nos deixa mais suscetíveis à irritação.

O terceiro ponto é a meditação. A meditação nos ensina a focar a mente de maneira a impedi-la de ficar girando em torno dos problemas, sem conseguir resolvê-los e, dessa forma, só estimulando mais emoções negativas. Meditar ajuda a interromper esse círculo vicioso. E há vários tipos de meditação. Ouvir uma música relaxante e permanecer em silêncio são formas meditativas.

Enfim, meus caros leitores, brindo os meus 47 anos e busco a minha melhor versão a cada dia.  Essa é a meta da minha e da nossa existência!

Cheers! Tim Tim! Salud! Prost! Sante! Cin Cin! Kanpai!

(*) José Renato Ferraz da Silveira, que escreve às terças-feiras no site, é professor Associado IV da Universidade Federal de Santa Maria, lotado no Departamento de Economia e Relações Internacionais. É Graduado em Relações Internacionais pela PUC-SP e em História pela Ulbra. Mestre e Doutor em Ciências Sociais pela PUC-SP. Colunista do Diário de Santa Maria. Participou por cinco anos do Programa Sala de Debate, da rádio CDN, do Diário de Santa Maria. Contribuições ao jornal O Globo, Sputnik Brasil, Rádio Aparecida, Jornal da Cidade, RTP Portugal. Editor chefe da Revista InterAção – Revista de Relações Internacionais da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) (ISSN 2357- 7975) Qualis A-2. Editor Associado da Scientific Journal Index. Também é líder do Grupo de Teoria, Arte e Política (GTAP).

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