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Um livro que se fecha, outro que se abre – por Luís Henrique Kittel

“Política que precisamos e sociedade que queremos nascem de escolhas diárias”

Com o passar dos anos, a gente aprende que toda virada de calendário carrega um ritual quase inevitável. Agradecer a Deus pelo ano que passou, pelos desafios que surgiram no caminho e pela força que tivemos para enfrentá-los e superá-los. O encerramento de mais um ano nos convida a olhar para trás com consciência de tudo o que foi vivido, aprendido e construído.

Ao abrir um novo ano, gosto de recorrer a uma imagem simples e verdadeira. A nossa vida como um livro. São 365 páginas em branco e cada dia representa uma oportunidade real de escrever a própria história. Não se trata de promessas vazias ou de planos grandiosos demais, mas da disposição diária de fazer o que precisa ser feito.

Entramos em 2026 com esse espírito. Um ano que promete muito. No campo político, especialmente, será um período decisivo. Em outubro, o Brasil será chamado a escolher um novo presidente da República, um novo governador do Rio Grande do Sul, dois senadores e também os representantes para a Câmara dos Deputados e para a Assembleia Legislativa. São decisões que impactam diretamente o rumo do país, do Estado e, por consequência, dos nossos municípios.

Como ocorre em todos os anos eleitorais, já vemos as movimentações. Partidos conversando, alianças sendo desenhadas, apoios sendo anunciados, candidaturas surgindo. Tudo isso faz parte do processo democrático. O que preocupa é a confusão que se instala quando a política se resume a extremos, rótulos e rivalidades vazias. Há pelo menos duas eleições convivemos com uma polarização que mais divide do que constrói.

Nesse cenário, três palavras ganham ainda mais sentido para 2026. Persistência para seguir trabalhando mesmo quando o caminho é difícil. Paciência para compreender que processos levam tempo e que soluções responsáveis não são imediatas. Discernimento para fazer escolhas conscientes, sem cair em discursos fáceis ou em comparações simplistas que tratam a política como torcida organizada.

A política que precisamos e a sociedade que queremos nascem dessas escolhas diárias. Da capacidade de avaliar pessoas, propostas e trajetórias. De compreender que governar, legislar e representar é servir. Assim, que o livro de 2026 seja uma obra honesta, construída dia após dia, com responsabilidade e visão de futuro.

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