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Que a igualdade seja a regra: avançando por uma sociedade sem violência – por Lúcia Madruga

“Cada mulher que ocupa um espaço ajuda a abrir caminho para muitas outras”

A participação da mulher nos mais diversos espaços da sociedade, tanto no âmbito pessoal quanto profissional, ainda acontece, muitas vezes, por caminhos marcados por uma visão de mundo historicamente masculina. Na política, infelizmente, essa realidade não é diferente.

Muitas pessoas me perguntam como me sinto sendo a primeira mulher eleita vice-prefeita nos quase 200 anos de história de Santa Maria e, neste ano, a primeira mulher a exercer a função de prefeita em exercício justamente no Dia Internacional da Mulher. Meu sentimento é de responsabilidade e profundo respeito pelas mulheres que represento neste lugar.

É impossível não lembrar das mulheres que vieram antes de nós, das lutas que travaram e dos desafios que enfrentaram para abrir caminhos. Penso também nas novas gerações e no futuro que queremos construir.

Um futuro de mais respeito, reconhecimento e dignidade. É o que desejo para minhas netas e também para meu neto: um mundo em que homens e mulheres saibam respeitar suas diferenças e caminhar juntos na construção de uma sociedade mais justa.

A presença feminina nos espaços de decisão é essencial. Precisamos avançar ainda mais na política e em todos os setores da sociedade. Cada mulher que ocupa um espaço ajuda a abrir caminho para muitas outras.

Infelizmente, ainda enfrentamos uma realidade marcada pela desigualdade e pela violência. Somente nos primeiros meses de 2026, o Rio Grande do Sul já registrou 20 feminicídios – um dado alarmante que mostra o quanto ainda precisamos avançar.

Diante disso, fortalecer políticas públicas de proteção é fundamental. Em Santa Maria, contamos com uma rede de apoio importante, como o Centro de Referência da Mulher, que acolhe, orienta e oferece suporte às vítimas de violência doméstica. Recentemente, também criamos a Coordenadoria da Mulher, iniciativa do Gabinete da Vice-Prefeita para ampliar políticas públicas e fortalecer a rede de proteção no município.

Tenho orgulho de fazer parte desse processo. Não por ser uma conquista individual, mas porque representa tantas mulheres que vieram antes e tantas outras que ainda virão.

Seguiremos trabalhando para que as mulheres ocupem cada vez mais espaços e possam viver em uma sociedade onde sejam respeitadas e livres de qualquer forma de violência. Porque igualdade não deve ser um objetivo distante. Deve ser, simplesmente, a regra.

(*) Lúcia Madruga é vice-prefeita de Santa Maria, presentemente no execício da Prefeitura. É professora e foi também secretária municipal de Educação entre 2017 e 2024.

Nota do Editor: a foto de Lúcia Madruga, que ilustra este artigo, é de Samuel Marques, da Assessoria de Imprensa da Prefeitura.

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2 Comentários

  1. ‘Muitas pessoas me perguntam como me sinto sendo a primeira mulher eleita vice-prefeita nos quase 200 anos de história de Santa Maria e, neste ano, a primeira mulher a exercer a função de prefeita em exercício justamente no Dia Internacional da Mulher. Meu sentimento é de responsabilidade e profundo respeito pelas mulheres que represento neste lugar. É impossível não lembrar das mulheres que vieram antes de nós, das lutas que travaram e dos desafios que enfrentaram para abrir caminhos. ‘ Retirando esta parte do texto ele poderia ter sido escrito por um homem há 30 anos atrás.

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