O que pouca gente sabe sobre a parte ambiental de uma oficina mecânica – por Ana Luiza Arigony
“Óleo usado, filtros, estopas contaminadas, peças sujas e água que acaba...“

A oficina está funcionando, o movimento é bom, entra carro, sai carro, serviço em dia.
E, na rotina, muita coisa acontece quase no automático. Troca de óleo, limpeza de peças, uso de água, descarte de materiais que vão ficando pelo caminho.
O ponto é que, na prática, não é o tamanho da oficina que chama atenção, e sim o tipo de resíduo que ela gera.
Óleo usado, filtros, estopas contaminadas, peças sujas e água que acaba levando junto graxa, combustível e outros resíduos fazem parte do dia a dia desse tipo de atividade.
Mas, do ponto de vista ambiental, esse material não pode ser descartado de qualquer forma.
O óleo não pode ir para o chão ou para o ralo.
A água da lavagem de peças não pode escoar sem controle.
E aqueles resíduos que parecem lixo comum muitas vezes não são.
É justamente aí que começam os problemas. Quando esses detalhes não são organizados, a atividade passa a chamar atenção em uma eventual fiscalização. E, em muitos casos, o que poderia ser ajustado com antecedência acaba se transformando em notificação, multa ou até paralisação da atividade.
Na prática, não se trata de algo complexo ou distante da realidade da oficina. São cuidados básicos, que envolvem organização do espaço, destinação adequada dos resíduos e atenção a como a atividade é conduzida no dia a dia.
Muitas vezes, esse tipo de preocupação só aparece quando surge o problema. Mas, quando vem antes, evita custo, desgaste e interrupções no funcionamento do negócio. Situações que acabam surgindo não por má intenção, mas pela própria rotina da atividade.
(*) Ana Luiza Arigony é advogada ambiental e mestranda em Engenharia de Produção pela UFSM. Ela escreve no site às terças-feiras.





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