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VIOLÊNCIA URBANA. CPI ouve autor do mapa da violência nos municípios brasileiros

Waiselfisz (E): escola é mecanismo para conter crescimento da violência
Waiselfisz (E): escola é mecanismo para conter crescimento da violência

Está encerrada a primeira fase dos trabalhos da Comissão Parlamentar de Inquérito que, na Câmara dos Deputados, investiga as causas da violência urbana no Brasil. Hoje, o ouvido em audiência foi o autor do Mapa da Violência nos Municípios Brasileiros, Julio Jacobo Waiselfisz.

De acordo com o relator da CPI, o santa-mariense Paulo Pimenta (PT), a propósito das palavras de Waiselfisz, é importante ter uma base concreta sobre a violência, pois “podemos criar um perfil e especificar onde está localizado o problema”. Sobre o encontro acontecido nesta quarta-feira, acompanhe material distribuído pela assessoria do parlamentar petista. A foto é de Ricardo Lopes. A seguir:

CPI analisa Mapa da Violência Urbana dos municípios brasileiros

A CPI da Violência Urbana realizou nesta quarta-feira (23) audiência pública para discutir o Mapa da Violência nos Municípios Brasileiros. O autor da publicação, Julio Jacobo Waiselfisz, apresentou seu trabalho e descreveu um panorama da situação vivenciada no país. O estudo analisa a mortalidade causada por homicídios em geral, com foco especial nos crimes contra jovens, por acidentes de transporte e por armas de fogo

Durante o debate, Jacobo relatou que os índices de homicídios começaram a apresentar declínio a partir do momento que os municípios iniciaram a realização de políticas sociais, assumindo suas responsabilidades no combate ao avanço da violência. Jacobo ainda defendeu a integração na área de segurança pública entre os governos federal, estadual e municipal. No Mapa de 2008 foi constatado um crescimento no número de homicídios em relação a índices registrados em anos anteriores e que violência sofreu um processo de interiorização, expandindo-se das metrópoles para pequenos municípios.

Segundo o relator da CPI, Paulo Pimenta (PT-RS), o debate complementa a primeira fase da CPI, apresentando uma série de dados concretos que permitem direcionar os trabalhos da comissão. “O Brasil é carente em estudos científicos que possibilitem o retrato fidedigno da violência e isso ocasiona falhas na execução de ações contra a criminalidade. No momento que possuímos uma base concreta sobre a violência podemos criar um perfil e especificar onde está localizado o problema. Dessa forma, a probabilidade que haja sucesso efetivo dos investimentos em segurança aumenta consideravelmente”, afirma Pimenta.

Jacobo finalizou sua exposição definindo a escola como o melhor mecanismo para combater o crescimento da violência no país, atuando como ferramenta de inclusão social. Segundo ele, no país existem aproximadamente 35 milhões de jovens no país. Destes, cerca de 10% não trabalha e não estuda, ficando vulneráveis ao aliciamento do crime organizado.   Ao final da audiência pública, Paulo Pimenta convidou Jacobo para auxiliar no desenvolvimento dos trabalhos da comissão. A iniciativa do relator foi aceita de imediato pelo autor da publicação, que se comprometeu em colaborar com a CPI.

 A CPI da Violência Urbana foi instalada em agosto e é uma das principais comissões da Câmara dos Deputados nesse segundo semestre de 2009. A CPI é baseada na abordagem da “epidemia do Crack”, que tem no consumo da droga ligação direta com o crescimento da violência, e na proposta de melhores condições de trabalho aos profissionais de segurança pública e agentes penitenciários. O objetivo da Comissão é apresentar um modelo de política de segurança pública para Brasil, criando um sistema de financiamento, com a finalidade de estipular uma base de orçamento para investimentos na área.”

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