Mídia

O CARA TEM RAZÃO. Mídia graúda prefere vinagre no café da manhã. E o cliente que se dane

A imprensa brasileira toma vinagre em vez de café. Ele, ao receber o prêmio, não disse. Mas pensa
A imprensa brasileira toma vinagre em vez de café. Ele, ao receber o prêmio, não disse. Mas pensa

A revista IstoÉ, que faz um esforço danado (não pensa que esqueci) para desfazer uma imagem de vendedora de reportagens para grandes conglomerados econômicos  – o megabanqueiro Daniel Dantas e seus escusos interesses à frente – tenta voltar a ser revista. No caminho inverso à Veja sua principal (e líder) concorrente, e que se tornou uma ex-revista.

Não sei se a IstoÉ (fundada por Mino Carta) conseguirá voltar a ser o que já foi. Mas pelo menos tenta. E abriu espaço, com a ESCOLHA de Lula como “o brasileiro do ano em 2009”, para que o Presidente da República falasse inclusive contra a mídia, da qual a revista é fiel representante.

O resultado, conhecido na noite de segunda-feira, é que o cara resolveu abrir o verbo. E fez bem, é o que penso. O registro, que reproduzo abaixo, foi feito, entre outros, pelo jornalista Josias de Souza, da Folha de São Paulo. A foto é de Ricardo Stuckert, da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República. Confira:

Lula refere-se à imprensa como ‘a turma do achismo’

Lula recebeu na noite passada (segunda-feira), em São Paulo, o título de ‘Brasileiro do Ano’. Concedeu-o a revista IstoÉ. Ao discursar, voltou a fustigar a imprensa. Lembrou das ironias que lhe foram dirigidas por ter dito que a crise chegaria ao Brasil como uma “marolinha”.

Queixou-se: “No Brasil, temos a turma do ‘eu acho’, do ‘achismo’, que não perde oportunidade de criar condições para que a desgraça permaneça neste país”. Esmiuçou o raciocínio: “No Brasil, tem uma coisa engraçada. Tem dia que você acorda, lê os jornais e a vontade é de se matar, porque o mundo está acabando”. E voltou a bater: “Se vocês então ficarem só nas manchetes, nem saiam de casa, porque tem um certo azedume, aquela coisa tão azeda que faz mal para o país”.

Lula disse que poderia dedicar o prêmio a auxiliares. Empilhou nomes: Guido Mantega, Henrique Meirelles, Miguel Jorge e Franklin Martins. Afirmou que também poderia dedicar a honraria…”

PARA LER A ÍNTEGRA, CLIQUE AQUI.

SUGESTÃO ADICIONAL – confira aqui, se desejar, também outras notas e artigos produzidos e/ou comentados por Josias de Souza, da Folha de São Paulo.

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Um Comentário

  1. bom … posso ter entendido errado. Mas o texto (do Josias) afirma que o Lula criticou a IMPRENSA. Mas lendo o discurso do presidente, me pareceu uma crítica a determinados representantes da mídia e não a imprensa como um todo. E essa ressalva é importante porque daqui a pouco aparece alguém dizendo que ele é contra a liberdade de expressão.

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