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Empresa Familiar (4): o mesmo salário para todos – por Carlos Costabeber

Um dos fatores que mais preocupa na gestão das empresas familiares é querer nivelar os salários dos dirigentes. Vivenciei por muito tempo esse problema, pois o pai, principalmente, não admitia que seus filhos e sobrinhos tivessem qualquer diferenciação salarial. Independentemente da competência, experiência, envolvimento e, principalmente, dos resultados alcançados.

Infelizmente, esse procedimento ainda prevalece na maioria das pequenas e médias empresas familiares. É uma vã tentativa de “harmonizar” as relações entre os sócios.

Puro engano !

De um lado, os melhores executivos da familia vão se sentir prejudicados, levando ao acomodamento, ao desinteresse pelo negócio como um todo. Já os sócios com capacidade limitada também deixam de buscar uma maior qualificação, pois o salário está garantido no final do mês.

Aos poucos, isso vai gerando um clima de animosidade, com sérios prejuízos para o negócio e para as relações entre os próprios sócios.

Com o agravante, quando a(o) esposa(o) “toma as dores” daquele(a) dirigente que vem se sentindo desvalorizado(a).

Daí, minha gente, no momento que a coisa se alastra para os demais membros da família, a continuidade da empresa passa a ficar ameaçada.

Só quem vivenciou uma situação como essa sabe porque um fator sem maior importância, em principio, pode se transformar no estopim de uma crise; no fim da harmonia entre os pares. Um crise que dificilmente conseguirá ser contornada, se não houver uma forte liderança interna.

Aliás, já vi muitas crises em empresas familiares, mas que se transformaram em fonte de inspiração, de retomada, de união.

Mas por quê? Porque havia alguém em posição superior de liderança, e que conseguiu se impor pelo exemplo, inteligência e moderação.

Pensem nisso, e uma boa semana de trabalho a todos.

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