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COLUNA OBSERVATÓRIO. “Economia solidária, a volta por cima, apesar dos narizes”

Abertura de um evento que muitos supunham (e até queriam) sepultado

Os dados a seguir podem ter sido modificados, para mais, após o fechamento desta coluna. Ainda assim, não há como refutar a grandiosidade do que acontece em Santa Maria entre esta sexta e o domingo – no terminal de comercialização Dom Ivo Lorscheister. São cerca de mil organizações, entre entidades ligadas ao setor e empreendimentos microcomerciais e/ou industriais. Eles (e mais centenas de pessoas, inclusive 400 jovens que vêm para eventos específicos) são procedentes dos 27 estados brasileiros e pelo menos 28 nações de todos os continentes.

Independente do número de visitantes – estimado em pelo menos 150 mil, ou metade da população santa-mariense – é indesmentível: está assegurado o absoluto sucesso da primeira edição da Feira Mundial e do Fórum Social Mundial da Economia Solidária. E que, goste-se ou não (e tem gente muuuuito boa que torce o nariz), é fruto do trabalho insistente, persistente e competente do projeto Esperança/Cooesperança – personificado na figura da irmã Lourdes Dill.

Da frustração (e até alguns ressentimentos, explicados por sorrisos irônicos que, sim, foram mostrados à época) pela não realização, em julho passado, da Feira da Economia Solidária do Mercosul, produziu-se o que a cidade vê neste momento. Inclusive com a integração, a partir de determinado momento, da Prefeitura. Ainda que, é a sensação claudemiriana, os eventos se realizariam, mesmo sem o governo municipal. É fato: parte significativa do consórcio que administra Santa Maria (lá com seus motivos, corretos ou não) preferiria ter outra relação com o projeto Esperança/Cooesperança. Alguns o preferiam simplesmente sepultado. Mas não tem como ficar alheio ou imune a ele. No caso específico da Feira e do Fórum, ainda bem.

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Um Comentário

  1. De longe, acompanho alguns discursos com a surpresa e espanto de quem acabou de ouvir um gato latir. Tem certas palavras e idéias que não combinam com a trajetória política de alguns. Soa falso, demagógico e oportunista. Mas dirão que faz parte do jogo político. Para estes, eu digo que não. Não do meu modo de enxergar a política.

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