É BOM ISSO?! Bancos pagam, em São Paulo, despesas de encontro de juízes federais
Não é exatamente uma novidade. Em 2008, a Associação dos Juizes Federais do Brasil passou a sacolinha por empresas privadas, para bancar parte dos custos de um encontro do Tribunal Regional Federal-2 (2ª região) num luxuoso resort em Búzios, no litoral do Rio de Janeiro.
Agora, quem banca as contas da mesma entidade, apenas que em São Paulo, e para um encontro de magistrados do TRF-3 (3ª região), com abrangência em território paulista e do Mato Grosso do Sul, são o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal.
Não haveria ali um conflito de interesses? É só uma perguntinha, que ninguém precisa se ofender. Ah, e se quer saber mais, basta conferir material publicado originalmente no ótimo Espaço Vital, sítio especializado em questões jurídicas. A seguir:
“Tim-tim banqueiro no coquetel para magistrados
A Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil pagarão as despesas de um evento festivo do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (SP e MS) na próxima segunda-feira (2 de abril) no Theatro Municipal de São Paulo. A CEF desembolsará R$ 150 mil e o BB, R$ 75 mil.
Com o duplo patrocínio banqueiro, o tribunal oferecerá recepção e coquetel para comemorar a posse de seus novos dirigentes: os desembargadores Newton De Lucca (presidente), Salette Nascimento (vice) e Fábio Prieto (corregedor).
Eles já tomaram posse oficialmente em 17 de fevereiro no TRF-3, na presença de representantes do Legislativo, do Executivo, do Ministério Público e da OAB. O tribunal alega que a posse se deu na véspera do Carnaval e decidiu – agora, 45 dias depois, fazer a comemoração agora em local mais amplo, “sem dispêndio de recursos públicos”.
O presidente da Associação dos Juízes Federais de São Paulo e Mato Grosso do Sul, juiz Ricardo Rezende, diz que foi procurado pelo desembargador De Lucca e pelo Banco do Brasil para “auxiliar na organização do evento” no teatro. A associação concordou em intermediar os recursos do BB. A CEF decidiu fazer o pagamento diretamente…”
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Nada de novo…
Presenciei a existência deste tipo de “patrocínio” (sempre buscado em Bancos estatais, que têm a incumbência de administrar os depósitos judiciais) desde os anos 80 em Porto Alegre, e sei que esta prática (infelizmente) é comum em todo o Brasil.
É calamitoso,mas,nada mais surpreende nesse Brasil varonil.