Caminho Livre

A cidade – por Bianca Pereira, de Chandigarh, Índia

bi-1Sabem o que é interessante? São mais de dois meses aqui e eu não me prestei a falar da cidade. Falei do trânsito, do “jeitinho indiano” e da cidade nada.

Ok, vamos começar pelo lado mais técnico. Chandigarh foi fundada em 1947 sendo completamente planejada, no estilo de Brasília, e dividida em setores. Cada um desses setores funciona como uma minicidade independente, tendo pelo menos o básico, seus próprios mercados, templos e escolas, tudo muito perto um do outro.

Alguns setores são mais conhecidos. O setor 17, por exemplo, é considerado o centro da cidade. É onde várias lojas, internacionais também, se encontram. O Setor 35 é o da comida e dos bares. No 22 temos um mercado de roupas baratas;  no 15 o mercado cines, e por aí vai.

bi-2Até onde eu sei o setor que eu moro, o 46, não é conhecido por nada, é um dos setores de moradia. Atualmente tem mais de 60, pelo que eu entendi (a cidade não para de crescer). É localizada no noroeste do país; é a capital dos estados do Punjabe e de Haryana e é uma cidade universitária.

Ok, agora os detalhes. A cidade é superverde! Tem parques em todos os setores. Tem um pertinho da minha casa, que é pra onde eu fujo se quero ler em paz (a casa com quatro pessoas e mais amigos pode ser um pouco cheia as vezes!). É bem no estilo de Brasília mesmo, várias rotatórias, longas avenidas – tirando a loucura das “não-regras” no transito, claro.

bi-3É uma das cidades mais seguras do país. Tem policiais por todo o lado e o pessoal é, geralmente, simpático. Não existem calçadas; ou na verdade existem, mas é o lugar onde os carros estacionam e as bicicletas e motos andam. O que acontece é que para ir caminhando para qualquer lugar temos que andar na rua com uma mistura de buzinas e carros acima do limite da velocidade.

E tem coisas parecidas com Santa Maria também! Como é uma cidade universitária tem gente de tudo que é lado chegando e saindo. Por isso, a cidade é uma mistura de opiniões, religiões, estilos e ideias. Ela mostra uma Índia ocidentalizada, com pessoas mais abertas a opiniões diferentes e a mostrar e explicar as coisas para os estrangeiros que vivem aqui.

bi-4A cidade é linda. Claro que tem partes que mostram a “verdadeira Índia”, a parte suja e cheia de divisões sociais, mas é pouca aqui. As pessoas, as que eu conheço, pelo menos, são abertas a perguntas e opiniões diferentes e sempre prontas para ajudar. Claro que é bom ter cuidado: o “jeitinho indiano” não está presente só nos atrasos e nas fofocas. Na verdade, não é um lugar ruim para morar não. Por um ano. Mais que isso é demais até para mim!

As fotos são do Capitol Complex, no setor 1 da cidade. É um dos pontos turísticos. O design é de Le Corbusier, está espalhado por 100 acres e contém o monumento da Mão Aberta, o símbolo da cidade, que significa “a mão para dar e a mão para tomar; paz e prosperidade, e a unidade da humanidade”. Além do Palácio da Assembleia, a Colina geométrica e a Torre das Sombras.

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