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A tempestade… – por Alice Elaine Teixeira de Oliveira

Eles não eram capazes de entender por quê. Tudo acontecera tão rápido e sem explicação alguma. Num dia o sol brilhava com força e vontade, no outro as nuvens tempestuosas tomaram conta dos céus e da terra. Os ventos varreram folhas, jornais, e esperanças, tudo fora jogado para o alto e arremessado novamente abaixo com tamanha força e rapidez que nada poderia segurar o ímpeto daquele poder.

Não havia monte alto o suficiente e nem caverna segura. Não havia refúgio ou proteção. Nada fora capaz de impedir o que se abateu sobre todos ali. Os que eram fortes quebraram-se, mas os fracos morreram de medo. O covarde correu para lugar algum e o corajoso gemeu e chorou como um bebê sozinho em seu berço. A mulher caiu de joelhos sobre seus filhos enquanto o céu bramia em sua fúria.

A enxurrada chegou e arrasou impiedosamente a tudo que encontrava. Não foi parcial ou recuou diante de obstáculos. Atravessou e derrubou as muralhas, inundou abismos, sobrepujou as montanhas. Quem sentia frio deixou de sentir qualquer coisa, os que tinham fome descansaram da sua dor.

O choro e lamento se fez alto, mas não havia quem desse ouvidos a qualquer grito, pois o som do cataclismo era ainda maior. Não durou muito, não havia necessidade de durar.

Após tudo terminado, ao seu fim, não havia mais nada para lamentar e o silêncio se fez por tanto tempo quanto podia durar.

Então, um raio de sol surgiu no horizonte, e outro e mais outro, e por fim o amanhecer estava lá em seu lugar de sempre. As horas passaram na mesma velocidade de todos os dias anteriores e havia sombra e havia calor. As águas continuavam a descer as montanhas e a brotar do chão, os rios descobriram seus novos cursos até o mar. As ondas continuavam a quebrar e a lamber as pedras e grandes rochas.

Um pequeno broto se fez ereto e vibrou, balançando suas folhas com a brisa. O cheiro de ervas se instalou por todo ar e viajou para muito além de onde havia habitado. A noite trouxe um luar incrível e límpido, com uma colcha de estrelas que cobriam o firmamento da mais pura beleza.

E o que passou… passou…

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