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A reconstrução também passa pela retomada econômica – por Luís Henrique Kittel

Volksfest volta com “novo propósito: ser mais do que uma celebração cultural”

Muito se fala – e com razão – sobre os impactos visíveis das calamidades no Rio Grande do Sul: perdas estruturais, comunidades atingidas, lavouras destruídas, estradas intransitáveis. Mas pouco se fala sobre o que vem depois: a travessia silenciosa e contínua da economia local tentando voltar a girar.

Diversos municípios gaúchos enfrentam esse desafio. Os prejuízos causados pelos eventos climáticos vão muito além do que é visível: eles interrompem cadeias produtivas, desmobilizam pequenos negócios, retraem o consumo e dificultam o acesso a mercados. Nesse cenário, a necessidade de investimentos públicos para reconstruir a infraestrutura é evidente – mas ela precisa caminhar lado a lado com ações que reaqueçam a economia real, com incentivo ao consumo, ao empreendedorismo e à geração de renda.

Em 2024, por exemplo, em meio ao cenário de calamidade, a Volksfest in Agudo – uma das festas mais tradicionais da região – precisou ser suspensa, reforçando o momento de cautela e reconstrução. Neste ano, porém, o evento retorna com um novo propósito: ser mais do que uma celebração cultural. Ser uma engrenagem concreta para a retomada econômica do município.

É preciso pensar em estratégias para reativar o comércio, fomentar o turismo, gerar renda e oferecer visibilidade a quem mais precisa: os empreendedores locais, agricultores familiares, artesãos, agroindústrias e pequenos negócios que sustentam a economia dos municípios.

Em um esforço conjunto da Prefeitura e da Associação Comercial, Industrial, de Serviços e Agropecuária de Agudo (ACISA), foram firmadas novas parcerias para ampliar os espaços da feira e reduzir custos públicos. Como resultado, mais de 70 estandes gratuitos estão sendo disponibilizados para representantes da agricultura familiar, produção artesanal e pequenos produtores locais. Ao todo, a Volksfest reunirá mais de 200 expositores, fortalecendo uma cadeia produtiva diversa e enraizada na realidade do município.

Eventos como este movimentam a economia de dentro para fora. Neste período, milhares de visitantes circulam pela cidade, o que representa mais vendas, mais contratos, mais oportunidades e mais desenvolvimento. Ativa-se diretamente, por exemplo, o setor de alimentos, com aumento nas vendas de produtos, bebidas e gastronomia local; o setor de serviços, como hospedagem, segurança, transporte e limpeza; e o comércio, que se beneficia com o fluxo de pessoas e a visibilidade ampliada da cidade.

A nossa “Festa do Povo” tem música, dança, gastronomia e tradição. Mas é também uma resposta ativa de um município que decidiu, mesmo diante das dificuldades, se organizar, se reinventar e se levantar com aquilo que tem de mais valioso: sua gente.

De 24 a 27 de julho, convidamos você a viver esse momento coletivo de reconstrução. Por isso, o impacto vai além dos números. Ele reacende a confiança de quem empreende, planta, cria, fabrica e sonha com a retomada do seu negócio.

(*) Luís Henrique Kittel, 40 anos, é jornalista formado pela então Unifra, atual UFN). É prefeito reeleito do município de Agudo (o único do PL na região), foi vice-presidente do Consórcio de Desenvolvimento Sustentável da Quarta Colônia e atualmente é vice-presidente da Associação dos Municípios da Região Central (AM Centro). Ele escreve no site às quintas-feiras.

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