A tardinha em tempo de invisibilidade – por João Luiz Vargas
Fazer política: “para quem vem de longe, é difícil adaptar-se ao momento atual”

A tardinha, quando a monotonia do entardecer nos faz entrar nesse mesmo compasso.
Lembranças de outras caminhadas democráticas, com visibilidade intensa e o som de jingles inspirados nos versos de poetas, jovens com suas bandeiras e “santinhos” nas mãos.
Ficaram nas cinzas depositadas no coração do estudante, hoje um vetusto guardião de sonhos de liberdade e igualdade.
A invisibilidade se torna cada vez mais visível.
A ausência de abraços, sorrisos e apertos de mão são provas irrefutáveis de que não existíamos no olhar de quem visitávamos.
A indiferença nos olhos das pessoas, ao cruzarem com os nossos, não era exatamente indiferença, era ausência de visibilidade.
Com o avanço da tecnologia, acredito que o fenômeno da invisibilidade esteja ligado a um mundo fantástico que, talvez, um dia eu venha a compreender.
Neste ano pré-eleitoral, como sempre ocorre, vamos gradativamente despertando para o processo democrático que se aproxima.
Para quem, como eu, vem de longe, com uma trajetória marcada pela convivência com outras formas de fazer política, é difícil adaptar-se ao momento atual, em que os avanços tecnológicos se impõem de tantas maneiras nas chamadas redes sociais.
Fico a meditar e, como iniciei esta reflexão, sinto-me invisível.
“Para escrever, só existem duas regras: ter algo a dizer e dizê-lo.”
Oscar Wilde
(*) João Luiz Vargas, ex-prefeito de São Sepé, ex-deputado, ex-presidente da Assembleia Legislativa e ex-presidente do Tribunal de Contas do Estado). Ele escreve no site às sextas-feiras.





ATENÇÃO
1) Sua opinião é importante. Opine! Mas, atenção: respeite as opiniões dos outros, quaisquer que sejam.
2) Fique no tema proposto pelo post, e argumente em torno dele.
3) Ofensas são terminantemente proibidas. Inclusive em relação aos autores do texto comentado, o que inclui o editor.
4) Não se utilize de letras maiúsculas (CAIXA ALTA). No mundo virtual, isso é grito. E grito não é argumento. Nunca.
5) Não esqueça: você tem responsabilidade legal pelo que escrever. Mesmo anônimo (o que o editor aceita), seu IP é identificado. E, portanto, uma ordem JUDICIAL pode obrigar o editor a divulgá-lo. Assim, comentários considerados inadequados serão vetados.
OBSERVAÇÃO FINAL:
A CP & S Comunicações Ltda é a proprietária do site. É uma empresa privada. Não é, portanto, concessão pública e, assim, tem direito legal e absoluto para aceitar ou rejeitar comentários.