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Planejar, prevenir, proteger: lições de um simulado que salva vidas – por Luís Henrique Kittel

“Quando a sirene toca, não é o medo que deve falar mais alto - é a confiança”

Imagine ouvir o som de uma sirene ecoando na rua da sua casa. As pessoas saindo apressadas, o trânsito sendo organizado, equipes de segurança orientando os moradores… tudo isso faz parte de um treinamento, mas também provoca uma reflexão profunda: e se fosse real?

Foi exatamente esse o sentimento que vivemos em regiões do interior de Agudo, Nova Palma e Dona Francisca durante o simulado de evacuação da Zona de Autossalvamento (ZAS) da Usina Hidrelétrica Dona Francisca. Um exercício que mobilizou a comunidade e diversas instituições em uma grande operação de prevenção, planejamento e integração.

Ao longo da manhã desta quarta-feira (21), vimos de perto o comprometimento de todos os profissionais envolvidos da Usina, representantes das prefeituras, Brigada Militar, Bombeiros Militares, Defesa Civil Estadual e Municipal, Exército Brasileiro e empresas parceiras. Cada um, dentro da sua função, contribuiu para que o simulado acontecesse com segurança, organização e, acima de tudo, propósito de fazer dar certo.

O simulado foi um exemplo de como a união de esforços salva vidas e uma oportunidade para colocar em prática planos que, em caso de emergência real, podem fazer toda a diferença. A cada sirene que soava, víamos pessoas aprendendo, famílias se orientando, crianças e idosos entendendo como agir.

Tenho convicção de que falar em Defesa Civil precisa estar cada vez mais presente no nosso dia a dia. Por muitos anos, essa pauta foi tratada como algo distante, algo que só importava quando a tragédia já havia acontecido. Mas as lições que o Rio Grande do Sul viveu em 2024, especialmente com as enchentes históricas de maio, mudaram para sempre a forma como olhamos para a prevenção.

Hoje, aprendemos que estar preparado é essencial. Que a prevenção é investimento em segurança, em vidas e em futuro. E aqui em Agudo temos trabalhado com esse foco: fortalecer nossa Defesa Civil, capacitar equipes, melhorar a estrutura, criar protocolos e dialogar permanentemente com os órgãos estaduais e federais.

A Usina Hidrelétrica Dona Francisca tem se mostrado uma parceira leal nesse processo. A empresa mantém um canal de comunicação direto e técnico com os municípios, especialmente em períodos de alerta, quando há previsão de volumes elevados de chuva. Quando recebemos informações sobre, por exemplo, 200 milímetros de precipitação previstos em 48 horas, nossas equipes entram imediatamente em ação. Essa prontidão e essa integração entre usina e prefeituras são exemplos de como o trabalho conjunto funciona e dá resultados.

Além disso, é importante ressaltar que a Usina Dona Francisca é reconhecida como uma das hidrelétricas mais seguras do Brasil. E essa segurança não é apenas estrutural, é também humana, porque vem do compromisso de orientar, informar e treinar as comunidades vizinhas. O simulado da Zona de Autossalvamento foi a prova viva disso.

Ver nossa população participando ativamente foi motivo de orgulho. Cada olhar atento, cada gesto de colaboração mostrava que estamos construindo uma cultura de prevenção. E cultura se constrói com tempo, diálogo e exemplos. Ao final do simulado, ficou uma sensação clara: estamos mais preparados do que ontem. E isso se deve ao esforço coletivo de quem acredita que cuidar de vidas é a missão mais nobre que uma gestão pública pode ter.

Como gestor e como cidadão, acredito que é esse o caminho que devemos seguir: unir conhecimento técnico, responsabilidade e empatia. Porque quando a sirene toca, não é o medo que deve falar mais alto – é a confiança de que estamos prontos.

(*) Luís Henrique Kittel, 40 anos, é jornalista formado pela então Unifra, atual UFN). É prefeito reeleito do município de Agudo (o único do PL na região), foi vice-presidente do Consórcio de Desenvolvimento Sustentável da Quarta Colônia e atualmente é vice-presidente da Associação dos Municípios da Região Central (AM Centro). Ele escreve no site às quintas-feiras.

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