Europa, diferenças e distâncias – não apenas geográficas – por Marionaldo Ferreira

Viajar pela Europa pela primeira vez é como abrir uma janela e tomar um vento direto no rosto. Não é deslumbramento bobo, é observação. O cidadão participa mais. Reclama, cobra, ocupa espaço público, discute política no bar, na rua, no transporte. É diferente da nossa cultura, sim. E não adianta fingir que não é. Eles estão há muito tempo à nossa frente nesse sentido de participação cotidiana.
Mas tem um ponto em que a distância é ainda maior. Segurança.
E isso salta aos olhos, ao corpo e ao passo.
Andei por muitos lugares, inclusive onde não era área turística, e a sensação é clara: dá para andar. Dá para existir no espaço público sem estar em alerta permanente. Conversei com taxistas, motoristas de aplicativo, com senhoras que bebiam uma “canha” no fim da tarde. Todos disseram a mesma coisa. Aqui andamos mais tranquilas.
Perguntei: por quê?
Eles responderam com simplicidade, sem discurso ideológico. Aqui até tem quem roube carteira, celular, faça pequenos furtos. Existe crime, ninguém romantiza. Mas não há agressão física como regra. Não há arma. As pessoas não andam armadas. O conflito não escala para a morte. O erro não termina em bala.
E isso muda tudo.
No Brasil, a violência anda armada, organizada e naturalizada. Na Europa, o medo não governa o cotidiano. No Brasil governa. O espaço público é usado. No meu País é evitado. Europeu confia minimamente no outro. No meu Brasil, desconfia por sobrevivência.
Não é porque eles, europeus são melhores. É porque fizeram escolhas. E nós, por muito tempo, fizemos outras – ou deixamos que fizessem por nós.
Viajar ensina isso: não é sobre comparar para se diminuir. É comparar para entender onde estamos errando, há quanto tempo, e por que seguimos insistindo nos mesmos atalhos que não levam a lugar nenhum.
(*) Marionaldo Ferreira é especialista em governança pública, mentor de líderes e consultor em gestão e captação de recursos para municípios. Atua na formação de servidores e agentes públicos e é autor do livro Governança Pública e Suas Possibilidades.





Resumo da opera. Texto sai do nada e vai para lugar nenhum. Altamente ‘genérico’.
‘ As pessoas não andam armadas.’ A grande maioria das armas na mão da população do Brasil são ilegais e pertencem ao crime organizado. Simples assim. Usam os CAC’s como espantalho. Meia duzia de gatos pingados que tem grana para ter armas. Na Europa o ‘coitadismo penal’ tem limite. Aqui magistrados(as) soltam bandidos perigosos na audiencia de custodia. Que a midia cumpanhera cansou de insistir no caso Cavalão que ‘não servia para soltar’. Burrice é tanta que tentam enganar com joguinhos de palavras infantis.
‘E nós, por muito tempo, fizemos outras – ou deixamos que fizessem por nós.’ Inclusive Itagiba Brizola que não deixava a policia subir morro no RJ. Deu no que deu.
A Europa está em decadência. Suécia. Taxa de crimes em geral era menor que 10 mil por 100 mil habitantes lá por 1975-1976. Em 2018 bateu nos 25 mil. População pouco menor do que a do RS. Quase 10 mil estupros em 2024. Violencia das gangues é o maior problema. Contribuição dos imigrantes ilegais existe, mas não pode ser criticada sob pena de ser classificado ‘extrema-direita’.
‘Não é porque eles, europeus são melhores. É porque fizeram escolhas.’ Sim, tudo se resolve com assembleismo. Bem assim.
‘No Brasil, a violência anda armada, organizada e naturalizada.’ O termo ‘mafia’ surgiu onde (‘Ndrangheta, Camorra, etc.)? O Cartel Kinahan irlandes fica onde? A mafia de Frankfurt fica onde? E a máfia Galega? A máfia Corsa?
Noticiaro de hoje. Um trem descarrilou na Espanha e chocou com outro. Por enquanto 39 mortos. Em Portugal um sujeito sequestrou a ex-companheira, matou um idoso de 81 anos e jogou o corpo num poço. Pulando para estatisticas. No ano que encerrou em março de 2025 aconteceram 53000 crimes utilizando faca no Reino Unido. Quase 300 homicidios.
A pergunta já é tendenciosa: Sentem-se mais seguros? Quando a pergunta mais importante seria ‘existem lugares onde voces não vão?’
Só em 2015 estima-se que entraram mais de 1.8 milhão de imigrantes ilegais na Europa. No Reino Unido algo como 1 milhão de imigrantes ilegais por lá moram. Existem guetos.
‘Conversei com taxistas, motoristas de aplicativo, com senhoras que bebiam uma “canha” no fim da tarde.’ Conversas com pessoas indeterminadas em lugares indeterminados não servem de argumento. Muito genérico. Alas, só confirmam a opinião do autor. Credibilidade zero.
‘O cidadão participa mais. Reclama, cobra, ocupa espaço público, discute política no bar, na rua, no transporte.’ Ninguém faz isto mais que os franceses das grandes cidades. Porém não se tem idéia do que acontece no interior.
‘Europa’ é muita coisa. A imagem vendida por aqui é que se trata de um lugar idílico e homogêneo.