O voto não é um bilhete de loteria – por Luís Henrique Kittel
Pois é: “o futuro não é uma questão de sorte; é uma questão de escolha”

O dia 4 de abril marcou o fim do prazo para desincompatibilização eleitoral e, com ele, vimos a habitual “dança das cadeiras” da política brasileira. Muitos me questionaram se eu deixaria a prefeitura de Agudo para buscar uma cadeira na Assembleia Legislativa. Após refletir sobre o papel que desempenho hoje, decidi que o meu caminho é concluir o mandato para o qual fui eleito. Acredito que, neste momento, o compromisso com os projetos em andamento deve vir antes de qualquer nova aspiração política.
Mas, como gestor público, não posso me ausentar sobre o que está em jogo nas eleições gerais deste ano. Afinal, a democracia não se resume ao ato de depositar um voto na urna. Não estamos apenas escolhendo nomes, mas modelos de nação. Por isso, precisamos encarar as eleições não como um evento isolado, mas como o momento em que a sociedade decide o peso que o Estado terá sobre a vida de cada um de nós.
O momento exige que as nossas escolhas estejam rigorosamente alinhadas às prioridades que defendemos. Não adianta pregarmos eficiência, gestão técnica e liberdade econômica aqui na nossa cidade, se na hora de escolhermos nossos representantes para o Estado e para a União, nos deixarmos seduzir por discursos assistencialistas ou por políticos que veem o orçamento público como um patrimônio particular.
O Brasil sofre de uma obesidade estatal crônica. As prioridades da União precisam refletir as necessidades de quem está na ponta, que é nos municípios. Precisamos de representantes que entendam que a riqueza de uma nação vem do trabalho e da liberdade, e não de canetadas governamentais que tentam controlar o mercado e a vida do cidadão.
Manter a palavra e ficar na prefeitura é, para mim, um ato político de firmeza frente a uma cultura de abandonar projetos pelo meio. O voto precisa ser um espelho do que queremos para o futuro: um país onde a prioridade é a eficiência. Continuarei aqui, concluindo os projetos e fortalecendo o nosso município como um exemplo de desenvolvimento. Mas estarei atento e crítico. Não podemos permitir que o Brasil retroceda enquanto nós, na ponta, lutamos para avançar. O futuro não é uma questão de sorte; é uma questão de escolha.
(*) Luís Henrique Kittel, 40 anos, é jornalista formado pela então Unifra, atual UFN. É prefeito de Agudo (o único do PL na região), e é o atual presidente da Associação dos Municípios da Região Central (AM Centro) e já foi vice-presidente do Consórcio de Desenvolvimento Sustentável da Quarta Colônia. Ele escreve no site às quintas-feiras.





‘Após refletir sobre o papel que desempenho hoje, decidi que o meu caminho é concluir o mandato para o qual fui eleito.’ Kuakuakuakuakuakua! Até porque não tem alternativa. Elegeu-se com 4,5 mil votos (arredondando). Diferença para o segundo colocado foi 500 e poucos votos. Vai conseguir os mais de 30 mil necessários para deputado estadual? Não, obvio.