Qual futuro queremos para nossa juventude? – por Luís Henrique Kittel
Agudo e o significado dos programas ‘Jovem Empreendedor’ e ‘Jovem do Agro’

Até quando vamos aceitar que a juventude brasileira seja empurrada para um ciclo eterno de dependência do Estado? Até quando vamos trocar oportunidades reais por promessas que mantêm as pessoas presas a um assistencialismo que não emancipa, apenas acomoda?
A realidade é dura: o IBGE mostra que o desemprego entre jovens de 18 a 24 anos é o dobro da média nacional. Nas cidades, não faltam vagas – o que falta é incentivo para ocupá-las. Qualquer tipo de assistência prolongada cria uma falsa sensação de segurança, fazendo muitos acreditarem que não precisam trabalhar.
O resultado? Postos de emprego ficam abertos, empresas não conseguem contratar e a produtividade despenca. Já no campo, assistimos a um êxodo silencioso: milhões de jovens abandonando suas origens porque não se identificam no futuro ali. É isso que queremos para o Brasil?
Na semana passada, falei sobre como o assistencialismo, embora muitas vezes necessário em situações emergenciais, pode se tornar um obstáculo quando se transforma em rotina. Por isso, não podemos mais cair na ilusão de que distribuir benefícios indefinidamente é solução. Isso é, no máximo, um curativo que impede a ferida de cicatrizar.
Costumo dizer que o melhor programa social não é aquele que cria dependência, mas sim o que gera oportunidades para empreender – não apenas abrir uma empresa, mas ter liberdade para criar, inovar e gerar valor de diferentes formas. Afinal, no nosso país, a dependência excessiva já roubou muito da liberdade de quem poderia estar produzindo, inovando e liderando.
Por isso, é tão importante ver, por exemplo, a iniciativa que lançamos nesta semana, em Agudo. Cerca de 50 jovens participando de dois programas: o Jovem Empreendedor, voltado para quem sonha abrir e gerir o próprio negócio, e o Jovem do Agro, que incentiva a permanência no meio rural com tecnologia, gestão e visão de mercado.
Aqui não se trata de esperar que o governo resolva tudo, mas de criar um ambiente onde cada jovem seja protagonista. Na cidade, isso pode significar abrir uma empresa ou desenvolver um serviço. No campo, pode ser modernizar a produção, conquistar novos mercados e gerar riqueza.
A pergunta é: queremos cidadãos livres, que se orgulhem de construir o próprio caminho, ou manteremos gerações presas à falsa segurança de um Estado que, no fim, nunca entrega o futuro que promete?
A minha resposta é clara – liberdade, mérito e oportunidade são o único caminho para um país realmente próspero, no campo e na cidade.
(*) Luís Henrique Kittel, 40 anos, é jornalista formado pela então Unifra, atual UFN). É prefeito reeleito do município de Agudo (o único do PL na região), foi vice-presidente do Consórcio de Desenvolvimento Sustentável da Quarta Colônia e atualmente é vice-presidente da Associação dos Municípios da Região Central (AM Centro). Ele escreve no site às quintas-feiras.





‘Aqui não se trata de esperar que o governo resolva tudo,[…]’. Saude publica é meia boca, educação publica é meia boca, segurança publica é o que a casa tem para oferecer. Estado, cheio de politicos que pouco ou nada trabalharam na vida e servidores publicos idem irão ensinar como ‘empreender na iniciativa privada’? É como tartaruga ensinando passarinho a voar.