O que inovação tem a ver com coragem? – por Luís Henrique Kittel
Santa Summit e receita de Agudo para enfrentar as crises, inclusive a climática

Inovação e coragem caminham juntos. Inovar não é apenas criar algo novo. É arriscar, sair da zona de conforto, enfrentar a possibilidade constante do erro e do acerto – e, ainda, agir com o coração. Por isso é possível dizer que não existe inovação sem presença dela. Aliás, nos tempos de hoje a palavra inovação vai ao encontro da tecnologia, sustentabilidade e resiliência.
O Santa Summit, promovido pelo Sebrae e parceiros, está sendo realizado nesta semana em Santa Maria e é a prova viva disso. O evento se tornou um marco para a região central do Rio Grande do Sul, reunindo empresários, gestores públicos, jovens empreendedores e instituições. O intuito é debater o presente e o futuro. É um ambiente que respira inovação, mas que também mostra a necessidade de ter muita coragem, para que os projetos saiam do papel.
Na quarta-feira, 24, fui presenteado com a oportunidade de palestrar na Arena Govtech. Na ocasião, compartilhei a experiência de fazer gestão de crise em Agudo, município que enfrentou enchentes, estiagens e incertezas financeiras nos últimos tempos, mas que escolheu agir para inovar. Foi assim que criamos soluções fora do padrão, principalmente para fazermos o trabalho de reconstrução após o inesquecível mês de maio de 2024.
Um exemplo foi a transformação dos serviços de desassoreamento de arroios em infraestrutura para o Distrito Industrial. Também mencionei o uso da tecnologia e a colaboração comunitária como ferramentas essenciais para a reconstrução do município.
Os resultados, em meio à crise, são históricos. A conquista da excelência na gestão fiscal no Índice Firjan é um exemplo disso. Mas, como destaquei no evento, só foi possível avançarmos nestas situações da administração pública porque tivemos coragem de otimizar processos, reduzir desperdícios, inovar e fortalecer parcerias.
O evento deixa uma mensagem de que a região central respira, gosta e quer o empreendedorismo. Com a reflexão de que as crises até podem nos abalar, mas jamais impedirão nossa capacidade de seguir em frente. São empresários que ousam abrir novos mercados, jovens que se arriscam em startups e entidades que unem forças a gestores públicos. Aí está uma fórmula vencedora e inteligente para olharmos o futuro nos dias de hoje.
Minha opinião é de que o crescimento da nossa região depende da disposição de sonhar grande, agir com propósito e transformar crises em oportunidades. Neste processo, Agudo segue comprometido em fazer parte dessa jornada.
(*) Luís Henrique Kittel, 40 anos, é jornalista formado pela então Unifra, atual UFN). É prefeito reeleito do município de Agudo (o único do PL na região), foi vice-presidente do Consórcio de Desenvolvimento Sustentável da Quarta Colônia e atualmente é vice-presidente da Associação dos Municípios da Região Central (AM Centro). Ele escreve no site às quintas-feiras.





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