Contra piso estadual.Yeda enfrenta primeira grande greve no governo. Magistério decidiu parar
Milhares de professores fizeram uma passeata do ginásio do Esporte Clube Internacional até o Palácio Piratini (na foto reproduzida do sítio RS_URGENTE). E foi assim, pouco depois das 6 da tarde desta sexta-feira, que se marcou o início de uma greve das grandonas. Aliás, a maior delas, até aqui, no governo de Yeda Crusius.
O magistério estadual está indignado com o projeto de lei oriundo do Executivo, que fixa em R$ 950 o piso da categoria. O que, segundo o governo, antecipa o que a lei federal manda ser implantado até 2010. Mas há uma grande diferença: enquanto a legislação maior diz que o piso é também o salário básico da categoria, e sobre ele portanto incide quaisquer vantagens eventualmente concedidas pelos Estados e/ou municípios, na proposta do Piratini os R$ 950 já contemplam toda a remuneração, sem os ditos penduricalhos – na palavra do Palácio.
Por conta disso, os professores, com a presença de representantes dos 42 núcleos do CPERS-Sindicato, decidiram, bem no final do ano letivo, paralisar as aulas por tempo indeterminado. Sua única reivindicação: a retirada do projeto.
Aparentemente, o governo do Estado, deduz-se pelas manifestações da governadora, ainda nesta sexta, e da secretária de Educação, Mariza Abreu, não fugirá ao confronto, prometendo inclusive o corte do ponto dos grevistas que ontem, por seus representantes, protocolaram sua solicitação no Palácio Piratini.
OPINIÃO CLAUDEMIRIANA: trata-se de situação em que não há como prever o final. Inclusive porque, na verdade, não se sabe que poder de mobilização efetivo tem as lideranças sindicais. Se, porém, conseguirem adesão semelhante a movimentos anteriores, nos anos 90 especialmente, vão acabar emparedando o governo. Do contrário, podem ter que administrar um vexame também histórico. No meio, os alunos da rede estadual. E também os parlamentares – afinal, é na Assembléia que tramita o projeto do governo. E é dali que pode surgir uma solução para o confronto. É aguardar para ver como fica.
SUGESTÕES DE LEITURA – confira aqui a notícia Em Assembléia, professores estaduais declaram greve, de Marcelo Gonzatto, na versão online de Zero Hora.
Leia também a reportagem Protesto de professores em frente ao Palácio Piratini chega ao fim, Humberto Trezzi, também na versão online de ZH.





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