Claudemir PereiraInternet

DO FEICEBUQUI. E aí, a gauchada foi desprestigiada, meeesmo, no final da Olimpíada? É a polêmica da hora

Encerramento da Olimpíada. Sem gaúchos. E isso está provocando um grande bafafá na mídia tradicional e na internet (foto Reprodução)
Encerramento da Olimpíada. Sem gaúchos. E isso está provocando um grande bafafá na mídia tradicional e na internet (foto Reprodução)

Uma posição diferente de boa parte das que o editor tem conferido pelas redes sociais, é trazida pelo jornalista Bibiano Da Silva Girard. Creia: vale conferir, e nem é preciso concordar. Ele a publicou no início da madrugada, no Feicebuqui. Acompanhe:

“Tem gaúcho reclamando que o Rio Grande do Sul não apareceu na cerimônia final das Olimpíadas.

Vamos parar de dar vergonha alheia. Calculemos em conjunto: somos 26 estados ao todo, mais o DF. Imagina colocar toda essa galera numa apresentação de 50 minutos.

Isso é o que a gente pode aprender, não como gaúcho, mas como ser humano: não precisamos estar sempre no centro das atenções. Essa história é sobre você, mas também é sobre o outro. Feliz daquele que se reconhece no outro. Tenho um orgulho imenso e uma alegria incalculável de ter sido representado naquele espetáculo mundial por frevistas, cariocas, sambistas, passistas, indígenas, nordestinos, bonecos-de-barro do interior do agreste.

Se vocês calculassem quanta cultura nativa e de mistura tem por esse país, ficaria mais fácil de termos como imaginar a grandeza do mundo, de entender o que é ser alguém entre tantos outros e como é se sentir parte quando se conhece o todo.

Imagina cada um pedir para levar o mínimo de originalidade artístico-cultural de sua região, que pode conter vários estados como se expandir pelo pátio da sua casa. Cultura não se mede, não é moeda de troca ou bandeira que precisa estar no mastro para dizer que existe.

Tava bonito. Tinha muito tipo de gente do mundo. E se a vida fosse eterna, que sambássemos um por um por naquele palco lindo.”

PARA LER A ÍNTEGRA, NO ORIGINAL, CLIQUE AQUI (se for usuário da rede social).

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8 Comentários

  1. Rivais de quem? Só ego inflado, sem pé na realidade.

    Se fôssemos tudo isso, não estaríamos parados no tempo, cada vez mais afundados em dívidas estruturais, vendo o capital intelectual se mudar para os grandes centros do Sudeste, inclusive para Santa Catarina. Nossas “lideranças” são arcaicas e quase beiram a mediocridade, pois muitas delas afugentam qualquer tentativa de investimento externo aqui.

    O RS se afunda na sua própria insignificância que só se avoluma. Somos dependentes de tudo, de computadores até de alimentos que vêm de fora.

    Não somos mais criancinhas que precisam de atenção dos que realmente levam esse país para frente. Chega de orgulho sem pé na realidade. Precisamos “cair na real”, senão a mudança não vem.

  2. Não entendo o por que da reclamação – os “GAÚCHOS” não se consideram brasileiros, então porque querer participar desta festa bem a brasileira; isso pode ser só para tumultuar – e, não venham com essa que saiu alguma merreca daqui, até por que estão numa pindaíba da cão.

  3. O sul ficou invisível, fato!
    Me senti representado, porém como quem faz parte da cena olhando pela janela. Vários estados do norte e nordeste, onde busca- se uma brasilidade exótica. Não nos enquadramos, sequer somos tropicais. O RJ é SP são o centro, o Norte e Nordeste são a periferia exótica, nós…( )
    Nós somos os perdedores, os Guaraní foram dizimados por bandeirantes, os açorianos, italianos, alemães e todos os outros vieram porque estavam sobrando. É para piorar somos os rivais somos a ameaça, incomodados, temos senso crítico, opinião formada, precisam nos encobrir pra que não nos vejam, porque temem terem o brilho ofuscado. É só isso.

  4. Muitas pessoas são tão sensíveis que perdem a noção do bom senso e não dão a devida medida às coisas.

    A diversidade é tanta que sempre alguma situação ficaria de fora, então para que complicar numa cerimônia que precisaria ser sumarizada?

    Alaspucha, mas que barbaridade, esqueceram também dos poloneses que colonizaram Paraná, dos japoneses que invadiram São Paulo, dos russos do Paraná, dos austríacos em Santa Catarina, dos judeus que vieram para o Sul e Sudeste, dos sírios e libaneses que se distribuíram em todo o Brasil, dos espanhóis que vieram para o Sul e Sudeste, e não esqueçamos dos que têm chegado clandestinamente para muitos trabalharem como escravos, latino-americanos e chineses.

    Quantos esquecidos. Agora vou pegar meu lenço e chorar até 2020.

  5. Algumas pessoas são sensíveis e têm todo o direito de assim o serem. Caso contrário admite-se que alguém pode dizer o que bem entender e as outras pessoas não têm o direito de sentirem-se ofendidas. Nada que não se resolva no fórum.
    Alemães e italianos deveriam ser homenageados. Ao menos os imigrantes europeus em geral. Na abertura os portugueses e indígenas foram contemplados. Caberia um espaço para mostrar a diversidade cultural do país.
    O busílis é o fundo ideológico da coisa. Vide a polêmica em torno da Base Nacional Comum Curricular, queriam introduzir ênfase na história dos indígenas e da áfrica em detrimento das raízes européias. O que já seria problemático, não existem professores preparados em número suficiente para isto.
    Aí chega a parte do “não tem nada a ver”. Antes da cerimônia inicial das competições um famoso diretor escreveu numa rede social “Bolsonaro vai odiar a cerimônia. Trump também. Pelo menos nisto acertamos.” Esta foi uma declaração à la George Bush, uma “desqualificação preventiva”. Quem não gostasse do que viu só poderia ser um “Bolsonaro” ou um “Trump”.
    O evento todo custou algo como 38 bilhões de reais, 50% (arredondando) acima do orçado. Quanto saiu do RJ e quanto saiu do nordeste?

  6. Como as pessoas são sensíveis. Não fez falta nenhuma mostrar a nossa cultura “tribal”.

    E os alemães, os italianos e portugueses que aqui colonizaram o RS, também deveriam ser homenageados? E a cultura dos indígenas das Missões? E os xavantes? E os guaranis? E os tupinambás? Ah… todos chateadinhos, não apareceram.

    Se fossem mostrar todas as culturas que existem nesse país, “vivas” e extintas, o evento iria até o próximo domingo.

  7. Cascata. Ao invés de ficar meia hora glorificando o nordeste (ou os indígenas, ou os bois de Parintins) bastava fazer um com 10 minutos mostrando a diversidade do país. Teve gente dizendo que os gaúchos não apareceram porque iria parecer que “os argentinos invadiram o show”. Não só os gaúchos ficaram de fora, centro-oeste também não estava lá. Imigrações italiana e alemã (toda região sul e São Paulo). Imigrações polonesa, holandesa, americana. Não era preciso muito, 10 minutos.
    Particularmente não incomoda a falta da gauchada. Único problema é que dinheiro saiu daqui, foi a Brasília e acabou no Rio para pagar a festa. Basta somar as participações de Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul no PIB nacional. Doadores anônimos compulsórios.
    Pessoal politicamente correto, aqueles que gostam de chamar os outros de coxinhas e não têm espelho em casa, urbanóide, prefere não ser identificado com a cultura gaúcha em geral. Algo que não terão coragem de admitir agora, mas eles pensam que a cultura gaúcha não respeita os direitos dos animais, é machista, homofóbica, ligeiramente bélica. Não cabe numa festa daquelas. Daqui a pouco a Globo refilma “Um certo capitão Rodrigo” ou a “Casa das Sete Mulheres, faz um Globo Repórter “especial” na província, RBS divulga bastante e todos ficam alegrinhos.

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